1. Esvaziou, secou. Cabei. Não dá. Cansou.

     
  2. 14:21 13th dez. 2013

    Notas: 235471

    Reblogado de wtfmargot

    wessasaurus-rex:

    lunar-rayne:

    ”..The God Graveyard, old gods that have been worshiped throughout our history but are no longer prayed to, how many more will be thrown into the wind?…”

    That’s really creative and ingenious 

     
  3. 11:12 20th nov. 2013

    Notas: 16573

    Reblogado de myampgoesto11

    myampgoesto11:

    Sculptures by Francesco Albano

    Francesco Albano was born in Oppido Mamertina, Italy on November 19, 1976.  He lives and works in Istanbul and graduated from the sculpture department of Accademia di Belle Arti di Carrara in 2000. In 2005 he won the National Prize of Arts-MIUR for sculpture. In 2008 he had his first solo exhibition “Everyday Bestiary” curated by Flavio Arensi and Stefano Castelli at the Castle of San Giorgio di Legnano(MI). Dovevaccadere-SALe (space art legnano). The same year, Turkish director Cansin Sağesen made a short movie inspired by his works. In September 2009, he had his second solo exhibition “Five Easy Pieces” at Ex- Marmi Gallery in Pietrasanta. In June 2011 he had two sculptures in in the 54th International Art Exhibition in Venice Biennale at the Arsenale in the exhibition”Lo Stato dell’ Arte”. In December 2011 his sculptures series P.I.E.T.A.S. were exhibited at the gallery Studio 9 in Istanbul.

     
  4. 10:31 31st out. 2013

    Notas: 54898

    Reblogado de gore-pop

     
  5. -

    Foi obrigatório. Privação da escrita em prol da escrita. Uma imersão profunda numa grande metrópole de um grande país. Resisti, bravamente. Lutei pela lição preciosa num idioma estrangeiro. Não foi fácil. A mente exausta confundia tudo. Minhas anotações, num híbrido portunglês. Todos os dias, cruzo a Avenida Paulista nas primeiras horas da noite, rumo ao vão do museu vermelho e preto, laboratório alquímico das letras e acontecimentos. Enquanto São Paulo cresce pra cima, eu ia pra baixo. E pra baixo das escadas, e abaixo do nível do solo. Abaixo de tudo. Abaixo de mim, e dos outros. Abaixo da minha capacidade de respirar. Abaixo do que eu achava que era escrever.

    Sim. Aprende-se a contar histórias. Alguns nascem sabendo, mas quem a escolhe – ou é tragado por ela – enquanto ofício, precisa aprender. E muito. Aprender história é uma mistura de Teologia e Astrologia. Possui seus próprios pictogramas. Quadrados, triângulos. Ângulos e preâmbulos. Análises matemáticas sobre as forças do antagonismo. A curva hiperbólica de um personagem. O Arco. As cargas positiva e negativa das emoções das cenas. O incidente que tira o personagem do seu centro e deve acontecer nos primeiros 25% de história contada. Os buracos negros. A esquizofrenia de ser você e todos os personagens ao mesmo tempo. E Deus. Porque você, ainda por cima, é Deus também.

    Contar histórias é uma ciência mística. O contador é cientista e adivinho. Ele coloca a orelha na parede do mundo e escuta o que está por baixo e por dentro de nós. E escreve sobre isso, e nos faz sentir invadidos. O contador de histórias é um voyeur de mentes. Velho praticante do teletransporte. Eu só não podia prever que essa imersão me esgotaria as palavras. Quando reencontrava os picos pontudos dos prédios, estava tudo escuro. A última coisa que não conseguia fazer era escrever. Não havia nada na minha mente. Nenhuma capacidade na ponta dos dedos. Foi um hiato, uma abertura. Senti toda a potência desse ofício. A real responsabilidade. Tudo que teria de abrir mão para atingir o pico solitário do arranha-céu. O cano gelado da carabina que me acompanharia todas as vezes que sentaria para escrever. Finalmente, se fez clara e nítida toda a paisagem que me acompanharia nessa vida de letras e histórias.

    O corpo só encontrou a alma ontem. Não havia mais frio. Era calor com céu azul inteiriço, sem interferências de cimento e aço. Um cheiro de sal capaz de levantar qualquer ser inanimado. As notícias ruins, acompanhei pela internet. As boas, esqueceram de contar. Os ovos que o passarinho chocava na varanda finalmente nasceram. A filha da amiga fez mais um mês de vida e já sabe onde fica o pé. A prima amada ja casou. Os gays já podem casar em São Paulo. Tem vezes que da pra tirar o casaco no fim de tarde.

    Talvez seja essa a premissa de todo contador de histórias. Contar o que a gente esquece de contar. Contar o que a gente já não vê por costume. Construir pequenos arranha-céus de memória. Erigir monumentos de passado, presente e futuro. E, por conta disso, carregar as pedras que os outros esqueceram pelo caminho.

     
  6. Princess Die, i wanna see her cry.

    Leave the coffin open when i go. Leave my pearls and lipstick on so everybody knows. Pretty will be the photograph i’ll leave… Laying down on famous knives so everybody sees. Bleach out all the dark, i’ll swallow each peroxide shot… Someone i know could love and save me from myself, or maybe i’ll just clean the shit off of these fancy shoes. I’ll be a princess Die and die with you. I wish that i was strong, i wish that i was wrong. I wish that i could cope, but i took pills and left a note…  I’m so hungry from an anorexic heart. I’ve been trying to tell you how i feel, but was never very smart… I’m wrapped in silks made for egyptian queens. I’ll do it in the swimming pool so everybody sees… Bleach out all the dark, i’ll swallow each peroxide shot volumes. I know will love and save me from myself. Or maybe i’ll just clean the shit off of these fancy shoes… I’ll be a princess Die and die with you. Princess Die… I wish that I could go in my rich boyfriend’s limo, right after he proposed with a 16-carat stone wrapped in rose gold. With the paparazzi all swarming around, in my Louis Vuitton white buttoned down. Oh, it’s not that deep! So bob your head for another dead blonde who’s real prince is in heaven. She just wants to sleep.

    The final act of life will be my own hands to do, I’ll be a princess Die and die with you.

     
  7. 21:38 7th out. 2013

    Notas: 1

    Vida: Halfway between reality and fantasy

    Maldito trânsito de rotina. Mesmo que não fosse rotina, continuaria maldito. Pinheiros, 9h30 da manhã. O carro disputa corrida com uma tartaruga. Bengalas saem na frente. Acelera um pouquinho. Para. Mais um pouquinho. Ponto morto. Reparo nos lados. Vejo um senhor queimadíssimo de sol, incomum, a pele já folgada e murcha envolvida pela camisa vermelho-sangue, meias brancas e tênis de lona. Com a mão direita, segura o poodle preto felpudo. Com a direita, a sacola de uma loja italiana. Movimenta os joelhos no ritmo da fala. Tinha jeito que reclamava de algo com a mocinha balzaquiana de bicicleta elétrica. A relação entre os dois, só posso imaginar. Pode ser que nem se conheçam. Não há tempo. É preciso acelerar mais um pouquinho, porque esse pouquinho evitará que o senhor impaciente do carro de trás buzine. O mundo lá fora não tem som, mas a trilha sonora do mundo interior tem a voz do Chet Baker. Meu destino é a Praça Benedito Calixto. Estive lá um par de vezes. A primeira foi pra visitar a família de uma amiga. Sou grata pela ocasião. A mãe dela morreria poucos anos depois. Um par de anos, talvez. É uma recordação bonita; o pai e a mãe juntos, e seus gatos. Pouco depois eles se separariam, e depois, o acidente. Ela me lembra as personagens do Almodóvar. Mulheres mais velhas, fortes e bonitas. Dramáticas. A segunda vez foi mais solar. Fui ver o show de um grande amor. Ele ia tocar num bar. Era na época que a gente não conseguia parar de se tocar. Durou, durou bastante. Fomos contra a ciência e a física. Foi uma bela história de amor. Fechando a tríade, um motivo capital. Trabalho, e sempre ele. Fui visitar um galpão onde guardam-se aquelas coisas que a gente só vê vez ou outra na vida, mas que dão belos cenários.

    Quando a gente escreve, a gente reproduz a vida em metáfora. Uma vida que não é de verdade, e por causa disso, a mais absoluta verdade. Potência máxima da mensagem. Tudo, absolutamente tudo, converte-se no mesmo vértice. A cor dos copos, o sofá, o gesto, o diálogo. Texto e subtexto alinhados como uma peruca bem penteada. Se cada objeto falasse, diria o que o personagem pensa. Isso é literatura, cinema, arte. Essa não é a dinâmica de vida. A gente não converge em potência. Cada objeto, móvel, roupa ou cor de esmalte quer dizer uma coisa diferente. Somos um acúmulo de mensagens opostas. Diariamente nos chocamos com estrangeiros e familiares, com o reflexo do espelho. Porque cada poro fala uma língua diferente, numa babel contorcionista.

    Estou aqui mas queria estar lá. Deixo de atendê-lo porque adoraria que ele estivesse aqui. Digo “oi” querendo dizer “tchau”. Adoraria dizer a ele tudo que penso, mas ao invés disso, sorrio e digo que está tudo bem. É tudo falso, marcado e ensaiado, como vestir-se para um compromisso indesejado pela manhã. É como ficar presa no trânsito. Exceto que aqui, não há cenário. Isso aqui não é um filme. A cada passo, há uma surpresa. A cada avanço, uma visão. E tudo se converte, num mesmo vértice, para um fluxo imperfeito de amor, morte e dicotomia chamado vida.

     
  8. Memória Genética

    Um babalaô me contou:

    "Antigamente, os orixás eram homens.

    Homens que se tornaram orixás por causa de seus poderes. Homens que se tornaram orixás por causa de sua sabedoria. Eles eram respeitados por causa de sua força, eles eram venerados por causa de suas virtudes. Nós adoramos sua memória e os altos feitos que realizaram. Foi assim que estes homens tornaram-se orixás. Os homens eram numerosos sobre a Terra. Antigamente, como hoje, muitos deles não eram valentes nem sábios. A memória destes não se perpetuou. Eles foram completamente esquecidos; Não se tornaram orixás. Em cada vila, um culto se estabeleceu sobre a lembrança de um ancestral de prestígio e lendas foram transmitidas de geração em geração para render-lhes homenagem.”